Máximas de Chamfort
Coleção do escritor é relançada pela Martins Martins Fontes
Em A sociedade de corte (Zahar), o pensador Norbert Elias ressaltou o papel político fundamental da etiqueta na corte francesa sob Luís 14. Através dela, o soberano manobrava as tensões entre a nobreza e a burguesia, que começava a ocupar áreas importantes do poder. Um dos seus grandes mestres no período é Sébastien-Roch-Nicholas, que adotou o nome de Chamfort (1741-1794). De origem pobre, foi um dramaturgo e escritor de sucesso, mas é principalmente lembrado por sua coleção Máximas e pensamentos & caracteres e anedotas (Martins Martins Fontes, 323 pp., R$ 40 – Trad.: Regina Schöpke e Mauro Baladi). Chamfort é um crítico agudo dos salões que alimentam seu espírito; de um lado, é um defensor da razão iluminista, que para ele tem a essência natural defendida por Rousseau, e de outro, sempre atual, é o irônico moralista da vida em sociedade, indica a coluna Rodapé Literário.
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