Garimpeiros celebram o caos que internauta rejeita
O artista plástico Odires Mlaszho se diz um profissional da garimpagem
Sentado num banco no corredor de um sebo no centro de São Paulo, o artista plástico Odires Mlaszho interrompeu o garimpo para contemplar uma pepita extraída do caos de livros velhos: um catálogo de produtos eletrônicos em alemão por R$ 3. Não que o conteúdo interessasse a Mlaszho – ele nem tentou ler o que estava escrito -, mas lhe encantou o projeto gráfico datado e a disposição das letras no índice do volume. O artista, que entre outras coisas trabalha com livro-objeto, acrescentou de pronto o achado à sua cesta de compras. “Sou profissional em garimpagem. O que gosto nos sebos, principalmente nos bagunçados, é que eles permitem isso. Portais como Estante Virtual ajudam bastante, às vezes consulto, mas o bom mesmo é descobrir algo que eu não queria comprar”, diz Mlaszho, que vai a sebos pelo menos duas vezes por semana e diz que não pretende deixar de frequentá-los.
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