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As damas da canção

13 de fevereiro de 2010
2 min de leitura

Livro revela a importância dos famosos concursos que elegiam as rainhas do rádio nos anos 40 e 50

A eleição de 1949 foi, de longe, a mais disputada e marcante – querida do público, intérprete de sucessos como Chiquita Bacana, a cantora Emilinha Borba era a favorita para ser eleita a nova Rainha do Rádio. A vitória foi mais evidente porque sua principal rival, Marlene, ainda era uma quase desconhecida. “Ela já havia se apresentado em algumas emissoras menos importantes e cantava no Copacabana Palace, ao contrário de Emilinha, que era uma das estrelas da Rádio Nacional, a maior emissora da época”, conta Maria Luisa Rinaldi Rupfer, jornalista e pesquisadora, autora de Rainhas do rádio (Senac RJ e SP, 232 pp., R$ 60). Segundo a autora, o legado desse tempo foi o de revelar o mecanismo dessa indústria que vivia seus primórdios. “A luta por manter-se no topo dependia não só da competência artística da cantora, mas também de sua capacidade para circular pelos vários polos da indústria. A disputa azeitava as engrenagens, aumentava o interesse popular e, sobretudo, contribuía para que um novo produto denominado “rainha do rádio” surgisse.”

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