Do passado à internet
Em Os filhos de Sócrates, historiadora discute o que restou dessa difícil relação
No mundo do conhecimento, a figura arquetípica do mestre é a de um filósofo ateniense da Antiguidade, filho de um escultor e uma parteira que, apesar do caráter austero, foi acusado de corromper a juventude. É esse pensador, Sócrates, que a diretora de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, Françoise Waquet, ratificando a escolha do italiano Norberto Bobbio (1909-2004), elege como paradigma do mestre absoluto de todos os tempos em seu livro Os filhos de Sócrates – Filiação intelectual e transmissão do saber do Século XVII ao XXI (Difel, 322 pp., R$ 39 – Trad.: Marcelo Rouanet). Ensaio histórico-filosófico sobre a relação mestre/discípulo, o estudo da professora francesa não se limita a contar como evoluiu esse diálogo através dos séculos, ou mesmo a traçar esboços de biografias intelectuais. Ela vai além, discutindo a presença do mestre hoje. Ele seria necessário na era do Google?
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