Livro eletrônico não vai criar novos leitores
Segundo Pedro Herz, o poder da indústria eletrônica é a causa de tanta badalação
O dono da Livraria Cultura, Pedro Herz, avalia que o alarido em torno dos e-readers não passa de “uma nuvem”. A ameaça real ao futuro do livro, opina, é ausência de novos leitores entre os jovens. Apesar do ceticismo, ele informa que em março a Cultura passará a vender 150 mil títulos de e-books. Neste ano, a rede abrirá mais três lojas: Salvador, Fortaleza e uma segunda na capital federal. Com mais de 3 milhões de títulos em catálogo e 1.400 funcionários (serão mais 400 para as três novas unidades), a Cultura teve faturamento de R$ 274 milhões em 2009, crescimento de 18% ante 2008. Segundo Herz, está mantida a decisão de pôr fim à empresa familiar na terceira geração (ou seja, a de seus filhos) e de abrir em breve o capital. A entrevista completa de Pedro Herz pode ser lida no site da Folha de S. Paulo.
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