Biografia mostra as obsessões de Patricia Highsmith
The Talented Miss Highsmith é lançado nos EUA pela St. Martin’s Press
Antes que tivesse um fim de vida misterioso, amargo e solitário no autoexílio europeu (sua imagem afinal popularizada), Patricia Highsmith sacudiu o mundo da literatura policial, teve quase todas as suas histórias cobiçadas por cineastas e ganhou status de escritora “cult”, criando o personagem Ripley, um anti-herói contemporâneo, ambíguo e amoral, que lhe deu fama e dinheiro. Os bastidores dessa história de sucesso mostram uma mulher reclusa, misantropa, misógina e antissemita. “Também se pode dizer que ela era altamente sexualizada, socialmente inconstante, uma mulher que estava sempre se apaixonando e uma das escritoras mais disciplinadas do mundo”, diz a escritora e dramaturga Joan Schenkar, que acaba de lançar nos EUA a sua biografia mais completa, ainda sem previsão de lançamento no Brasil. The Talented Miss Highsmith (St. Martin’s Press, 704 pp., US$ 40) mostra a autora como uma personalidade complexa e contraditória, cuja arte foi melhor compreendida fora dos EUA.
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