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Graphic novel on-line é a nova cara da resistência no Irã

27 de fevereiro de 2010
2 min de leitura

HQ Zaharas Paradise, que estreou na última sexta, destaca situação no país após as eleições de 2009

O momento em que a estudante Neda Soltan, caída no chão de asfalto em Teerã, revirou os olhos para o alto e começou a sangrar pela boca e pelo nariz tornou-se o símbolo maior dos protestos que se seguiram às fraudulentas eleições de junho de 2009 no Irã. Foi naquela época que a HQ Zahra’s Paradise, idealizada por um escritor iraniano e um cartunista árabe, começou a ganhar forma. A história fictícia trataria da busca de uma mãe, Zahra, por um filho, Mehdi, desaparecido durante as manifestações. Não só a agonia da jovem teve influência, mas também o modo como as imagens chegaram ao público, postadas horas depois do ocorrido no YouTube e linkadas ao Facebook e ao Twitter para, só então, repercutirem nos meios tradicionais. Em vez de esperar dois anos até a finalização e a publicação de uma graphic novel de 160 páginas, a editora norte-americana First Seconds resolveu seguir o exemplo do iraniano que jogou as cenas na rede e, do papel, o projeto migrou para a internet. O primeiro capítulo foi ao ar na sexta-feira passada, em página na internet, e novos episódios serão publicados todas as segundas, quartas e sextas-feiras pelos próximos 18 meses, quando, enfim, ganharão versão impressa.

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