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A poesia de Lupe Cotrim, tecida com afeto

21 de março de 2010
1 min de leitura

Morta há 40 anos, ela é tema de seminário e recital

Em 1965, Carlos Drummond de Andrade escreveu numa carta: “Fiquei todo embandeirado ao saber que serei objeto de estudo universitário feito por você.” A lisonja era endereçada à também poeta Lupe Cotrim, com quem Drummond trocou

ideias, confissões, afetos e críticas em correspondência, de 1956 a 1969. Morta prematuramente de câncer em 1970, aos 36 anos, Lupe deixou obra que se avolumou com o tempo, publicada postumamente. Para lembrar seu trabalho, o Instituto de Estudos Brasileiros da USP – IEB (Av. Prof. Mello Moraes, tr.8, 140. São Paulo/SP) promove, na terça-feira, das 9h30 às 18h, seminário que vai coincidir com a abertura da mostra Ser poeta: Lupe Cotrim, 40 anos depois, com documentos da escritora, além de três retratos dela, um desenhado por Darcy Penteado. Além de revisitar o legado literário da poeta, lembrando especialmente seus sete livros de poemas, o seminário vai contar com a participação de pesquisadores. A exposição acontece até o dia 2 de junho, das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira.

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