Livro revela 145 anos de história da 25 de Março
Lojistas acreditavam que rua completaria 116 anos hoje; obra traça perfil da região
Uma das ruas de comércio mais famosas do Brasil, a 25 de Março, completaria hoje 116 anos. Sim, completaria, porque, para a surpresa dos comerciantes, até dos mais antigos da região, um livro que chega às livrarias paulistanas no domingo, Mascates e sacoleiros (Scortecci, 158 pp., R$ 30), revela que a rua é bem mais velha. “O primeiro ofício de registro é de 1865. Portanto, a rua tem 145 anos”, diz o autor Lineu Francisco de Oliveira, economista e mestre em Administração. Fruto de uma pesquisa que começou como um trabalho acadêmico, o livro é um apanhado de curiosidades desse tumultuado centro de comércio, que chega a receber nas vésperas de grandes datas comemorativas 1 milhão de pessoas – o suficiente para lotar 12,5 Estádios do Morumbi. Ali, o autor descobre, por exemplo, que o compositor Adoniran Barbosa trabalhou, em 1935, como vendedor e entregador de uma loja de tecido. “O mais intrigante é que ele foi demitido por ter o hábito de atender os clientes batucando no balcão”, diverte-se Oliveira. “Mas ele preferia ficar na rua a ficar na loja.”
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