Manter romantismo do livro é chave na era digital, diz Penguin
Para Hohn Makinson, oportunidades devem ser aproveitadas, mas editoras não podem esquecer a relação emocional das pessoas com o livro
Com a euforia em torno do lançamento do iPad e a crescente popularidade de outros aparelhos digitais, o desafio será manter o romantismo do livro impresso, segundo o presidente-executivo da Penguin. Até o momento, editoras como a Penguin, do grupo Pearson, têm sofrido para encontrar um modelo de negócios online bem sucedido em termos de conteúdo, disse John Makinson em visita à Índia. Mas, com o iPad, as editoras veem uma nova chance para acertar seu produto eletrônico e assim, ganhar mais poder de barganha caso o iPad surja como um concorrente viável ao Kindle da Amazon. “Há oportunidades não só de um ponto de vista de marketing, mas de conteúdo e em termos de material novo”, afirmou. As pessoas frequentemente comparam o mercado editorial à indústria musical, mas existe uma conexão emocional ao livro, afirmou Makinson, que estudou literatura e história na Universidade de Cambridge e começou a carreira como jornalista. “Precisamos manter o foco na relação emocional do leitor com o livro. Ainda é importante produzir um livro impresso bonito, com um bom design, que fique bonito numa prateleira, e que se possa dar de presente a um amigo”, disse Makinson.
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