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SP só preserva 1% dos documentos históricos

17 de abril de 2010
2 min de leitura

Embora haja lei sobre catalogação, tema é negligenciado por Estado e municípios; MP já cobrou adequação do poder público

Imagine uma viagem entre Cananeia – município mais ao sul do Estado – e Populina – no extremo norte. Enfileirados, os papéis sob responsabilidade do governo estadual cobririam todos os 900 Km de distância. Entretanto, encontrar informação em meio a essa papelada é tarefa para lá de detetivesca. Apenas 9 km – você leu certo: 1% – estão catalogados. Desprezada historicamente, uma política pública de arquivos é importante pela relevância dos documentos produzidos. Além do cunho histórico, ela colabora para agilidade administrativa, revelando o desenvolvimento das cidades, evitando repetição de erros; e também para os cidadãos. E são importantes para transparência: podem mostrar como o dinheiro público foi gasto. Há legislação específica – a Lei de Arquivos, de 1991. Mas os pontos são negligenciados. Por exemplo, em relação aos arquivos públicos municipais: o Estado teria de fornecer orientação técnica permanente. A realidade, porém, é dura: não há nem a certeza se os 67 arquivos paulistas reconhecidos estão em funcionamento. A situação deve melhorar. Com a ampliação do Arquivo Público do Estado, há projeto para organizar outros 81 km. Assim, a “estrada” da papelada histórica chegará a 90 km – 10% do total de nosso “trajeto”.

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