Feminista diz em livro que movimento ecológico oprime as mães
Pessoas ligadas a movimentos ecológicos disseram estar “vedes de raiva”
Um livro escrito pela filósofa e feminista francesa Elisabeth Badinter está causando grande polêmica na França por acusar os movimentos ecológicos de contribuir para a regressão do papel da mulher na sociedade ao “impor” a amamentação, o uso de fraldas de pano e a necessidade de alimentar os bebês somente com produtos naturais, preparados em casa. O livro Le Conflit – La femme et la mère (edição brasileira deve ser lançada pela Editora Record até o final do ano) já vendeu mais de 150 mil exemplares e está na lista de best-sellers na França desde seu lançamento, em fevereiro. Segundo a autora, o discurso ecológico está limitando as mulheres ao papel único de mãe ao exigir uma série de comportamentos e deveres que tornam a maternidade um “trabalho em tempo integral”. Na França, o livro suscitou inúmeras críticas de pediatras, políticos e até mesmo feministas, além de pessoas ligadas a movimentos ecologistas, que se autodenominaram “verdes de raiva” em relação ao livro em discussões na internet.
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