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Novo marketing descobre que o consumidor também é humano

22 de junho de 2010
2 min de leitura

Livros de Philip Kotler e Jack Trout já abordam essa mudança de postura

Enquanto o pessoal de finanças ainda divide o corpo humano em bolso, carteira e conta bancária, a turma do marketing começa a descobrir que o ser humano é algo mais complexo do que o apelo emocional das campanhas publicitárias sugerem. Quando gurus como Philip Kotler e Jack Trout começam a falar em coisas como “valores humanos”, “a lucratividade deve ter como contrapartida a responsabilidade corporativa”, “código da alma” e “não tente crescer meramente por crescer”, é por que alguma coisa vem por aí. Em Marketing 3.0 (Campus Elsevier, 215 pp., R$ 55), de Philip Kotler, Hermawan Kartajaya e Iwan Setiawan, esse novo consumidor tem quatro componentes básicos: “corpo físico, mente capaz de pensamento e análises independentes, coração capaz de sentir emoção e espírito – a alma ou centro filosófico”. O que leva o novo marketing a trilhar o Caminho de Santiago são as consequências da última crise financeira. Trout também faz sua ode contra Wall Street em seu Marketing – Em Busca do Óbvio (M. Books. 216 pp., R$ 65). Sobram críticas também para a nova geração de publicitários e profissionais de marketing. Uns, porque sobrevalorizam a criatividade e outros porque não suportam o peso do próprio ego.

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