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Cabe todo mundo na Flip?

29 de julho de 2010
2 min de leitura
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O crescimento do número de turistas é impressionante: pulou de 12 mil em 2006 para 20 mil em 2009

Com quase 30 mil ingressos vendidos neste ano, o desafio é acomodar tanta gente em uma cidade colonial. Em um país considerado “de poucos leitores”, os ingressos para as mesas de debate da 8ª edição da Flip se esgotaram com rapidez comparável à de grandes shows de rock ou desfiles de escola de samba. Sucesso absoluto, certo? Não é tão simples. Desde 2003, quando começou, o crescimento do número de turistas durante a Flip é impressionante. E assustador. Pulou de 12 mil pessoas em 2006, quando a organização começou a contar oficialmente, para 20 mil no ano passado. Para a economia de Paraty, o evento é perfeito e já movimenta mais dinheiro – algo em torno de R$ 5 milhões. Mas já virou rotina faltar água nos hotéis e restaurantes. O medo, para quem frequenta a festa desde o início, é a confirmação do que disse o ídolo americano do beisebol, Yogi Berra, sobre seu restaurante preferido: “Ninguém mais vai lá. Está lotado demais!”. “A Flip não pode ficar maior, a cidade não aguenta”, afirma Flavio Moura, curador do evento. “Isso é um desafio. A gente nunca vai dizer que precisa ir menos gente, mas sim garantir que a experiência seja agradável a quem vai”, diz. A pergunta que dá título a esta reportagem se enquadra também na direção que o evento vai tomar nos próximos anos. Isso porque o Unibanco, patrocinador da Flip, fundiu-se em 2008 com o Itaú, e 2010 será a primeira vez que o Itaú Cultural fará parte da festa. O Itaú Cultural tem uma política voltada para o fomento da cultura genuinamente brasileira e investe na gratuidade de seus eventos. A Flip, além de cobrar pelos ingressos, consagrou-se por aproximar dos brasileiros estrelas internacionais da literatura.

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