De Paraty para o mundo
Um dos mais importantes eventos internacionais de literatura, a Flip, que começa hoje, inspira outros festivais e deve ganhar uma versão inglesa
Você ouve música, bebe um pouco e conta algumas histórias. A mágica dos festivais está no burburinho, diz Peter Florence, responsável pelo Hay Festival do País de Gales e uma das maiores referências em feiras literárias do mundo. Então, seguindo a sua definição, quem quiser estar perto do burburinho deve viajar logo para uma cidade litorânea do Sul Fluminense. A oitava edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começa hoje à noite e segue até domingo com uma vasta programação literária, mas também com música, bebida e histórias. Entre essas, a mais certa delas é como a Flip já se posiciona entre os mais importantes eventos internacionais de literatura, inspira outros festivais e pode até ganhar uma franquia na Inglaterra. A ideia de levar a Flip para a Europa partiu da carioca Christina Baum, organizadora do Palestine Festival of Literature (PalFest) e integrante da equipe que fundou a festa de Paraty. Recentemente, ela participou de um encontro de organizadores de eventos literários e descobriu que, só na Inglaterra, há mais de 300 festivais. Mas ela acredita que cabe mais um. “Temos um projeto montado, e estarei em Paraty a fim de viabilizá-lo. Queremos fazer uma Flip UK. A marca é muito forte, tenho certeza de que conseguiremos montar um bom grupo de autores estrangeiros e de brasileiros para um evento na Inglaterra”.
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