Digitalização salva parte de acervo português único no Brasil
Mais de 1.500 itens já estão na internet
Na estreita rua Luís de Camões, fica um prédio histórico que por vezes é confundido com uma igreja. Há quem se benza diante das cruzes que ornamentam sua fachada, sem perceber que a liturgia ali está ligada à literatura, e não a uma religião. Inaugurado pela Princesa Isabel, o prédio abriga o Real Gabinete Português de Leitura desde 1887. Sem dúvida, vale a visita. Mas de longe também se pode conhecer uma parte especial de seu acervo, único no País. Na página da instituição na internet estão disponíveis obras raríssimas, datadas em sua maioria do século 19, devidamente digitalizadas. Curiosos e amantes de literatura e da língua portuguesa se deliciam com os manuscritos do romancista Camilo Castelo Branco de seu livro mais conhecido, Amor de perdição (1862) e do Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias (1858). Uma boa amostragem da correspondência pessoal de Castelo Branco também foi para a rede. São mais de 1.500 itens já contemplados
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