Linguagem de internet preocupa educadores
Escolas buscam estratégias para atrair a atenção dos alunos para escrita e literatura
Em uma certa comunidade virtual de adolescentes, abundam erros de ortografia – como “resolvel”, “intão” e “considerá” – e gramática – “ia matar ela”. Para muitos, a internet desponta como vilã dessa narrativa de horror. Especialistas, porém, defendem a rede – ela seria, no máximo, “cúmplice do crime”. “A internet tem mais pontos positivos que negativos; é uma nova forma, muito rápida, de acesso a conhecimento”, diz Maria Teresa de Freitas, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora do livro Leitura e escrita de adolescentes na internet e na escola (Autêntica). O mundo virtual não está, portanto, na raiz dos problemas dos jovens com a língua portuguesa. “Pesquisas comprovam que o jovem conectado passa mais tempo lendo e escrevendo. Claro que, em sites de relacionamento, a linguagem é abreviada, mais rápida”, afirma Teresa. “Mas essa leitura rápida leva a outras leituras. Ele vai lendo mais e tendo mais acesso ao próprio livro.” O que faltaria, segundo a professora, seria uma boa orientação de como usar a internet por parte das escolas.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
