O protagonismo feminino de Carlota Joaquina
Livro percorre os episódios mais marcantes da vida da rainha Carlota Joaquina de Bourboun
O livro Memórias de Carlota Joaquina: a amante do poder (Planeta, 328 pp, R$ 49,90) do historiador Marsílio Cassotti, retrata os principais episódios de uma das figuras mais emblemáticas da história de Portugal e do Brasil, a rainha Carlota Joaquina de Bourboun (1775-1830). Com base em documentos históricos e testemunhos de quem conviveu diretamente com a “princesa rebelde”, a obra apresenta uma Carlota que, em primeira pessoa, expõe as intrigas políticas da família, a fuga dos Bragança para terras brasileiras, o casamento aos dez anos de idade com Dom João VI e a relação com o mulherengo Dom Pedro. Diante das ameaças da Revolução Francesa, Carlota buscou o protagonismo nos assuntos públicos, desagradando aqueles que não aceitavam a participação feminina nos negócios. O foco do historiador é, justamente, demonstrar a coragem e a valentia desta mulher, que ansiava o poder direto sobre as ações políticas, característica não muito bem vista às mulheres da época.
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