As aventuras na arte de estar sozinho
Anfiteatro publica livro que reflete sobre os espaços entre as pessoas e as coisas que as unem
É possível ser solitário em qualquer lugar, mas há um sabor particular na solidão quando se mora em uma grande cidade. A mera proximidade física não é suficiente para dissipar a sensação de isolamento interno. Em A cidade solitária (Anfiteatro / Rocco, 304 pp, R$ 49,50), Olivia Laing dá continuidade ao trabalho iniciado em Viagem ao redor da garrafa e volta a articular vida e arte para, combinando reportagem, literatura, biografia e relato pessoal, analisar a solidão a partir de obras de artistas que, em meio ao dia a dia intenso de uma metrópole, lidaram direta ou indiretamente com esse sentimento ou foram perturbados por ele, com destaque para Edward Hopper, Andy Warhol, David Wojnarowicz e Henry Darger. O que significa ser solitário? Como vivemos quando não estamos intimamente envolvidos com outro ser humano? Olivia apresenta um texto provocativo e humano sobre os espaços entre as pessoas, que podem ser ocupados pelas possibilidades da arte.
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