A poesia e a arte de Pedro Gabriel
Em terceiro livro de Pedro Gabriel, lançado pela Intrínseca, criador e criatura dialogam por meio de palavras e ilustrações
Em Ilustre Poesia (Intrínseca, 224 pp, R$ 19,90), terceiro livro de Pedro Gabriel (autor de Eu me chamo Antônio, também publicado pela Intrínseca), fantasia e realidade colidem. Criador e
criatura dialogam por meio de palavras e ilustrações. Desta vez, Antônio
procura escapulir do confinamento nos quadradinhos de papel dos guardanapos e
ganhar a liberdade. Ao mesmo tempo, Pedro Gabriel explora galáxias, as
profundezas do mar e os confins da terra em textos de prosa poética que podem
ser lidos como uma espécie de correspondência com o personagem. O senso de
humor, a irreverência e o gosto pelos trocadilhos são compartilhados pelo
personagem e seu poeta. A relação entre Pedro Gabriel e Antônio começou há
quatro anos no balcão do Café Lamas, um dos mais tradicionais do Rio de
Janeiro. Pedro costumava passar as noites tomando chope e escrevendo em
guardanapos com caneta hidrográfica. Um belo dia ocorreu-lhe a ideia de
fotografar suas criações e compartilhá-las no Facebook. O sucesso foi imediato.
Em poucos meses, ele havia se transformado numa verdadeira celebridade da
internet.
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