Preço do livro precisa subir, diz Sonia Jardim à Folha
Em entrevista à Folha, presidente do Grupo Editorial Record fala sobre Lei do Preço Fixo, consignação, concentração do mercado editorial até sobre a briga da sua editora com a Flip
Sonia Jardim, ex-presidente do Sindicato Nacional dos
Editores de Livros (SNEL) e presidente do Grupo Editorial Record, disse, em
entrevista à
Folha de S. Paulo que a inflação não é repassada para o leitor há mais de dez anos e que, por
isso, o preço do livro precisa subir. “Esse é o grande dilema. Estamos desde
2004 sem subir preços de acordo com a inflação. Criou-se na cabeça do
consumidor as faixas de preço de R$ 19,90, R$ 29,90…”, afirma ela.
Jardim ressalta que o preço do papel subiu 45% nos últimos três anos, que os
valores pagos em adiantamentos – negociados em dólares – também foi
inflacionado. Na entrevista que deu à Folha, Sonia se disse contrária à Lei do
Preço Fixo. “Acho politicamente difícil, num país com tanta dificuldade de
leitura, se retirar qualquer incentivo”, declarou. Sonia fala ainda sobre a
concentração do mercado editorial, sobre consignação, sobre a possibilidade de
vender o Grupo Editorial Record e, por fim, sobre a briga da sua editora com a
Flip.
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