A verve de Rubem Braga, João Antônio e Mário Lago norteia mostra no Rio
São seis salas temáticas do palacete do Sesc do Flamengo, todas tendo a palavra como atração central
“Por mais que eu fale, vou lhes ficar devendo. O Rio é muitos.” Colada à parede, a frase de João Antônio (1937-1996) sintetiza o espírito da exposição que o Sesc abre hoje (21) em seu espaço cultural no Flamengo (Rua Marquês de Abrantes, 99). Com textos, documentos, fotos, vídeos e objetos, Rio de Mário, Rubem e João é norteada pela visão de João, de Rubem Braga e de Mário Lago enquanto observadores da cidade e cronistas de seus bairros diletos, cada qual a seu estilo. “São três autores com vivências e visões diferentes do Rio: a cidade do João Antônio é mais escura, do submundo, do subúrbio, dos desacertos sociais. A de Rubem Braga é solar, azulada, lírica, embora ele também tivesse visão crítica. A de Mário Lago é a da boemia, da festa, a essência do Rio”, descreve a curadora da mostra, Selma Caetano, produtora cultural que tem se voltado a projetos envolvendo literatura. A exposição está aberta à visitação de terça a sexta, das 10h às 19h e aos sábados e domingos, das 10h às 17h. A entrada é franca.
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