A carta do SNEL já está nas mãos dos presidenciáveis
Entidade divulgou íntegra do documento enviado aos candidatos à Presidência da República
O SNEL divulgou ontem cópia da íntegra da carta enviada aos presidenciáveis. A entidade já havia publicado no jornal O Globo, um artigo com a síntese do documento. O sindicato esperou receber de volta os protocolos de recebimento das cartas enviados aos três primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto para divulgar o documento à imprensa. Na carta, assinada pela presidente Sonia Jardim, o SNEL reforça o crescimento da indústria do livro no Brasil e o seu papel na construção de uma “sociedade vital, próspera e justa, com uma produção cultural que reflita a diversidade e a riqueza das nossas origens e peculiaridades”. Como adiantado pelo PublishNews, o SNEL optou por uma carta mais sucinta, com quatro tópicos (ao contrário das 17 reinvindicações apresentadas por ABDL, Abeu, ANL e CBL). A primeira das reinvindicações é em relação à Lei do Direito Autoral. A entidade classificou de “bem intencionadas porém profundamente equivocadas” as propostas de alterações na Lei do Direito Autoral. Ainda chamando atenção para a importância desse tópico, o SNEL lembra que o número de universitários dobou nos últimos dez anos, mas a produção de livros de CTP caiu pela metade. Segundo a entidade, o fenômeno é explicado às cópias não autorizadas. “Diante deste quadro, é fundamental que a sociedade e o poder público se conscientizem da importância de proteger a criação intelectual”, diz a carta. O segundo tópico abordado no documento é a Lei das Biografias, em tramitação no Congresso Nacional. “Hoje, somos a única democracia no mundo na qual os cidadãos são privados do direito de conhecerem os protagonistas de sua história”, argumenta a presidente no documento. O terceiro ponto é a equiparação de livros digitais aos livros físicos, garantindo a isenção tributária prevista na Constituição Federal. No quarto tópico, um dos mais polêmicos, o SNEL defende a discussão acerca da Lei do Preço Fixo. “O SNEL quer propor aos candidatos à Presidência e à sociedade como um todo, que se inicie um debate amplo e fundamentado sobre as experiências bem sucedidas em países como Alemanha, França e Espanha na adoção da chamada Lei do Preço Fixo”. O documento foi analisado, com propriedade, na coluna de Felipe Lindoso na edição de ontem do PublishNews
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
