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Na telona e nas prateleiras

03 de março de 2010
2 min de leitura
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Em Educação - O roteiro, Nick Hornby traz o texto integral do longa-metragem

Depois de ler o ensaio autobiográfico da jornalista Lynn Barber, o escritor Nick Hornby quis transformá-lo em um filme. A história se passava na Inglaterra do início da década de 60 e contava o romance que Lynn tivera com um homem mais velho, quando ainda se preparava para entrar na universidade. Nas mãos do autor, o ensaio virou o roteiro de Educação (An education), filme que já coleciona dois prêmios do Festival de Sundance de 2009 e três indicações ao Oscar – melhor filme, atriz e roteiro adaptado.

Educação – O roteiro (Rocco, 192 pp., R$ 30 – Trad. Sergio Moraes Rego e Paulo Reis) chegou às livrarias na mesma semana de estreia do filme em circuito nacional. Além do texto integral do longa-metragem, o livro tem dois “extras”. Um deles é a introdução, em que Hornby dá uma aula de “como fazer um filme independente”. O escritor conta os bastidores da produção.

Hornby também desfia críticas às exigências por um apelo mais comercial da obra, lista as dificuldades em vender a ideia de uma história passada em 1962 e admite os pontos fracos de um roteirista frente a decisões importantes, como a escolha do diretor e escalação de elenco. A edição traz ainda um diário que o autor escreveu durante o Festival de Sundance, com detalhes sobre a recepção da crítica e as primeiras exibições.

“O filme está sendo apresentado no pequeno cinema, e não na sala de 1.400 lugares em que vimos 500 dias com ela. Ninguém consegue ingressos, e isso só aumenta nosso poder de sedução. Percebo que programar nosso filme num cinema menor foi uma jogada genial de relações públicas. Nós somos o melhor filme que ninguém consegue ver”, relata.

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