Experiências de leitura
Antropóloga reúne em livro experiências de mediadores de leitura na América Latina
“Aquele livro me deu a força necessária para enfrentar a virada decisiva de minha vida, aceitar que eu não era mais o mesmo, suportar sê-lo com meus amigos que não compartilhavam o que eu pensava e que tive que enfrentar para defender minha nova maneira de ver a vida…” O depoimento, de um jovem morador de um dos bairros mais pobres de Bogotá, na Colômbia, é apenas um entre as dezenas de testemunhos sobre a importância da literatura na formação do sujeito, e o papel que ela desempenha em contextos de crise. Comentando experiências de mediadores de leitura em contextos adversos, especialmente em países da América Latina, entre eles o Brasil, neste A arte de ler ou como resistir à adversidade (Editora 34, 304 pp., R$ 42 – Trad. Arthur Bueno e Camila Boldrini), a francesa Michèle Petit amplia os temas e aprofunda as análises de seu Os jovens e a leitura, publicado em 2008. A autora investiga as diferentes maneiras pelas quais a forma narrativa pode atuar como educadora da sensibilidade, ao mesmo tempo em que se afirma como um poderoso instrumento de resistência ao caos interior e à exclusão social.
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