As histórias do povo Munduruku
Daniel Munduruku escreve obras exclusivamente com a temática indígena
Com palavras totalmente desconhecidas do “povo da cidade”, Daniel Munduruku cumprimentou a criançada que o aguardava na Arena das Histórias, no Cais do Porto, na Feira do Livro de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira. “Bom dia a todos os meus amigos aqui presentes. Espero que este encontro seja tão bom para vocês quanto para mim! Vocês estão bem?” Isso tudo no dialeto Munduruku, povo do qual Daniel faz parte. Encantados – e um pouco confusos – com as palavras do escritor, os jovens acabaram por aprender expressões mundurukus como “bom dia” e “estou bem”. Autor de obras exclusivamente com a temática indígena, Daniel defendeu a utilização correta da palavra índio. “Somos considerados indígenas porque nossos povos já estavam no Brasil antes dos portugueses chegarem aqui, mas somos todos diferentes, assim como os caingangues e os guaranis”, afirmou. Escritor e contador de histórias, Daniel explicou que os povos indígenas não têm o hábito de fazer cumprimentos corporais, não gostam do contato físico.
* A cobertura dos festivais tem a cobertura da Livraria Maritns Fontes da Paulista
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