Golaço do Brasil em Frankfurt
O melhor estande que o Brasil já teve em Frankfurt estava lotado o tempo todo nos espaços para negociação de direitos
Foi senso comum entre o time Canarinho na Alemanha que o estande tupiniquim foi o melhor já organizado na Feira do Livro de Frankfurt. Adriana Navarro, agente literária brasileira residente em Madri, elogiou o profissionalismo: “Ficou muito profissional. […] Tudo é diferente de anos anteriores: o staff qualificado que fala também inglês e alemão se torna muito mais receptivo. O resultado desse profissionalismo é expor muito melhor editores brasileiros e o Brasil aos estrangeiros que circulam pela Feira.” Segundo nosso correspondente em Frankfurt, Fernando Alves, as mesas disponíveis para negociação estavam sempre cheias. E de acordo com pesquisa realizada pela CBL, as negociações de direitos autorais com mais de 18 países – em especial Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha – durante a Feira atingiram a marca dos R$ 750 mil. O escritor best seller Laurentino Gomes gostou da localização do estande: “Já encontrei pessoas muito importantes aqui. Percebe-se que é um ponto de encontro e referência dos brasileiros.” Marcelo Gióia, da recém-lançada Garimpo Editorial, que com um mês de vida fez sua estréia em Frankfurt, aprovou o estande, ressaltando a necessidade de mais espaço para negócios: “O estande está muito bom, com atendimento eficaz… acho que deve ser considerada para a próxima edição a disponibilização de internet wi-fi no estande.” “É, sem dúvida, o melhor estande brasileiro de todos os tempos, em todos os sentidos. A Câmara Brasileira do Livro quebrou um paradigma: tece um estande cheio o tempo todo, com gente negociando em cada mesa. O Brasil tem hoje uma produção editorial superior, muitas vezes, à produção de países desenvolvidos. Os editores estrangeiros compareceram em massa ao estande”, concluiu Marcus Vinicius Barilli Alves, Publisher da Editora Senac.
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