Grupo Companhia das Letras
Uma delicada coleção de ausências
Numa humilde casa de portão laranja em Belva, vivem avó e neta. Enquanto Laura vai à escola, brinca com as amigas e pouco a pouco se despede da infância, Margarida lê mãos numa feira de antiguidades para prover o sustento da família. A avó se devota por completo ao cuidado da menina, elo mais forte com sua filha, com quem não tem contato. Da mesma forma, Laura entrega a Margarida o amor desmedido de uma criança. O universo particular das duas, porém, se quebra com a chegada de Filipa, bisavó de Laura e mãe de Margarida. A idosa, que perdera o lugar onde morava, logo se apodera dos pequenos cômodos com suas caixas e amarguras. A mudança na rotina provoca transformações imediatas. Laura se vê sozinha, sem a atenção de quem mais ama, além de ter que se habituar à estranha presença da bisavó. Margarida, por sua vez, passa a se dedicar integralmente aos cuidados da mãe. Sobrecarregada com o aumento das tarefas domésticas, ela encontra em Camilo, um amigo da feira, a ajuda de que precisava para seguir atendendo seus clientes. Neste romance, Aline Bei observa as mulheres em detalhes: os corpos jovens e envelhecidos, os desejos primitivos, as frustrações geracionais, o trabalho de cuidado, as incontáveis violências às quais são submetidas. Ao mesmo tempo, como não poderia deixar de ser, a autora investiga a determinação inabalável feminina, os afetos que salvam e a força para romper com sofrimentos que parecem não ter fim.
Uma família feliz
Eva tem a vida perfeita. Seu marido é um jovem advogado em ascensão. Suas filhas gêmeas são lindas, inteligentes e saudáveis. Seu trabalho, a arte reborn, é um sucesso na internet. À sua volta, tudo está à mão: o Blue Paradise, condomínio fechado de classe média-alta na Barra da Tijuca, oferece todo tipo de serviço para que ela não precise sair do conforto de seu lar. Eva tem a vida perfeita — até descobrir que está grávida e seu mundo virar de cabeça para baixo. Conhecido por seus suspenses de tirar o fôlego, com mais de 500 mil exemplares vendidos, Raphael Montes inova ao começar este thriller psicológico pelo último capítulo. Assim, como uma bomba-relógio prestes a detonar, acompanhamos os caminhos surpreendentes e as tensões que levam essa família feliz a um final avassalador.
Uma lagarta muito comilona
Em um domingo ensolarado, uma pequena lagarta sai de seu ovo e começa a sua busca por comida. Na segunda-feira, ela come uma maçã, mas continua com fome. Na terça-feira, ela devora duas peras e, não satisfeita, come três ameixas na quarta-feira! Como a fome não passa, a lagarta comilona começa a engolir tudo o que vê pela frente: um pedaço de bolo de chocolate, uma fatia de queijo suíço, um cupcake e até um pedaço de melancia, com sementes e tudo!Do renomado autor norte-americano Eric Carle, este clássico da literatura ilustrada é muito mais do que uma história engraçada. Por meio de repetições, previsibilidades e uma narrativa lúdica e interativa, Uma lagarta muito comilona é um conto acumulativo que, além de divertir, ajuda os leitores da primeira infância a conhecer conceitos como os dias da semana e os números.Agora em nova edição pela Companhia das Letrinhas — com tradução inédita do também premiado Renato Moriconi —, em acabamento cartonado, formato maior e com abas que escondem surpresas, esta é uma obra imperdível e saborosa, repleta de cores e comilança, perfeita para ser manipulada e folheada pelas mãos dos pequenos leitores.
