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Diário de Notícias (Portugal)

150 mil euros de livros pirateados em 2007

"Na cópia de livros... nós oferecemos a capa a cores". Esta promoção em um estabelecimento comercial da Maia em Portugal valeu ao responsável pela loja uma multa de 1.260 euros "pela prática de um crime de usurpação, além do pagamento das custas judiciais". A condenação resultou da apreensão por parte de uma brigada da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), "de mais de uma centena de cópias de livros técnicos, que, de forma reiterada, era praticada nessa loja", lê-se num comunicado daquela entidade que, durante o ano de 2007, apreendeu cerca de 150 mil euros em livros ilícitos.

22 janeiro 2008

O homem mal vestido que furtava livros raros

Três anos após do início da aventura, e um monte de livros surrupiados, a Polícia Judiciária deteve o falso jornalista José Correia da Silva, no Museu Soares do Reis em Portugal, quando preparava mais uma das suas "reportagens". Como é que esse homem que se "vestia mal", teve o engenho para furtar uma primeira edição raríssima de A mensagem, de Fernando Pessoa, na biblioteca da Faculdade de Letras, Vida do Apostolico padre António Vieyra, no Seminário Maior, ou a valiosa primeira edição do Só, de António Nobre, com dedicatória, na biblioteca da Fundação Guerra Junqueiro? A humilde maneira de se vestir, enfim, favorecia o homem "bem falante" que se apresentava como jornalista da imprensa ou da televisão. A roupa que usava, diz um dos bibliotecários burlados, reforçava a imagem "do intelectual excêntrico", despojado e adverso a valores materiais.

21 janeiro 2008

Livraria Lello foi considerada uma das mais belas do mundo

A centenária Livraria Lello, no Porto, é considerada a terceira mais bela do mundo pelo The Guardian. O jornal inglês chama a livraria de "divina". "É um motivo de orgulho para os portugueses, e aumenta as nossas responsabilidades", diz Antero Braga, proprietário da Lello, depois de saber que a sua livraria é uma referência a nível mundial. Fundada em 1906, com a presença no dia de abertura de, entre outros, Guerra Junqueiro, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa, a Livraria Lello, que se estende por dois andares, mantém as características originais.

17 janeiro 2008

Obra de 900 páginas esgota em duas semanas

E se um livro de 900 páginas, de um autor desconhecido em Portugal esgotar em duas semanas a primeira edição? Será só marketing? Falamos de As Benevolentes, do norte-americano Jonathan Littell, vencedor do Prêmio Goncourt em 2006, e um dos fenômenos literários dos últimos dois anos. Littell vendeu na França 700 mil exemplares. Sétimo nos rankings da Byblos e da Fnac, a obra está atualmente esgotada, mas com a segunda reimpressão pronta para chegar às livrarias. "Está quase sendo considerado um livro maldito e isso é o melhor que pode acontecer em termos de promoção", declarou Pedro Sobral, diretor de marketing da Dom Quixote, a editora que desde o início se mostrou interessada em "arriscar" lançar no mercado português aquele que alguns críticos apontam como "um novo Guerra e Paz".

9 janeiro 2008

90 milhões de euros e mil livros: Novo império editorial

"Tecnicamente somos o maior grupo, agora temos de ser o melhor." Foi assim que Isaías Gomes Teixeira, administrador do Leya, apresentou nesta segunda-feira, dia 7, o novo grupo editorial de Miguel Pais do Amaral, que em 2008 projeta editar mil novos títulos, faturar 90 milhões de euros, e criar o maior prêmio literário anual para um romance inédito em língua portuguesa: cem mil euros. Teixeira sublinhou que o novo grupo "não nasceu ao acaso", mas "houve uma estratégia na compra das diferentes editoras que o integram". Uma das apostas é a dos livros escolares. "Porque é na escola que se adquirem os hábitos de leitura." O Leya integra as editoras Asa, Caminho, Dom Quixote, Gailivro, Novagaia e Texto, a angolana Ndzila e a moçambicana Nadjira.

8 janeiro 2008

Pais do Amaral negocia compra da editora Dom Quixote

O empresário Pais do Amaral está negociando a compra da Dom Quixote, editora de alguns dos mais importantes escritores portugueses, como António Lobo Antunes, Mário Cláudio e Lídia Jorge, e adquirida em 1999 pelos espanhóis do Grupo Planeta. O negócio com o proprietário da D. Quixote, editora criada em 1965 por Snu Abecassis, ainda não está fechado, mas nesta quarta-feira corriam no meio editorial e empresarial intensos rumores sobre a possibilidade de Pais do Amaral fechar negócio com o Grupo Planeta. Uma fonte ligada a Pais do Amaral não quis confirmar o negócio, mas lembrou que o ex-patrão da Media Capital (TVI) quer chegar aos mercados brasileiro e africano, em particular Angola e Moçambique. A Dom Quixote possui um catálogo com mais de 2.000 títulos e é líder de mercado em áreas de literatura portuguesa e estrangeira, entre eles 22 prêmios Nobel, como Gabriel Garcia Marquez. Em 40 anos publicou mais de 500 títulos originais.

20 dezembro 2007

Historiador do Holocausto ganha Prémio da Paz dos Livreiros Alemães

O Prémio da Paz dos Livreiros Alemães foi atribuído ontem (14/06) ao historiador israelita Saul Friedlander, pelos seus trabalhos sobre o Holocausto, entre cujas vítimas se contam os seus pais. Em comunicado, a Associação dos Livreiros Alemães sublinha que Friedlander, 74 anos, é um dos últimos historiadores que testemunharam a "perseguição e a destruição dos judeus na época do terror nazi na Europa". O historiador "permitiu a homens e mulheres reduzidos a cinzas fazerem ouvir uma queixa, um grito. Deu-lhes uma memória e os seus nomes" - acrescenta. Existente desde 1950, o Prémio da Paz dos Livreiros Alemães foi atribuído em 2006 ao ensaista e sociólogo alemão Wolf Lepenies, e em 2005 ao escritor turco Orhan Pamuk, que um ano mais tarde ganhou o Prémio Nobel da Literatura.

14 junho 2007

Escritora nigeriana de 29 anos vence Prémio Orange

A nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie é a mais jovem ganhadora do prêmio Orange Broadband, vencendo as favoritas Kiran Desai, Anne Tyler e Xiaolu Guo. O prêmio de 30 mil libras (R$115 mil) é um dos mais conceituados do Reino Unido e tem a particularidade de só distinguir escritoras. Chimamanda venceu por seu segundo romance: Half of a Yellow Sun, editado pela Harper Perennial. O livro foi publicado em janeiro e já vendeu perto de 200 mil exemplates, além de ter recebido excelentes críticas. No seu romance a autora revela em sua escrita "o dom dos antigos contadores de histórias", afirmou Chinua Achebe, um dos mais importantes escritores nigerianos.

8 junho 2007

Luandino Vieira recusa Camões por razões pessoais

A decisão, lacônica, foi comunicada via Ministério da Cultura de Portugal. José Luandino Vieira, o escritor angolano de 71 anos escolhido para receber a edição de 2006 do Prémio Camões, optou por não aceitar o galardão no valor de 100 mil euros, evocando, para isso, "razões pessoais, íntimas". É a primeira vez que um premiado recusa receber aquela que é a maior distinção das letras em língua portuguesa. Desde a passada sexta-feira, 19, dia em que o seu nome foi anunciado para suceder ao da brasileira Lygia Fagundes Telles (Camões / 2005), que Luandino Vieira se refugiou no silêncio. Ontem de manhã ligou ao editor. "Telefonou-me a dizer que não ia aceitar o prémio por razões pessoais", declarou Zeferino Coelho. A recusa do escritor, apesar de inédita, não implica, da parte do júri, o anúncio de um segundo nome.

25 maio 2006

Feira do Livro do Porto começa hoje

A romaria aos livros do dia em cada um dos 131 pavilhões, aos descontos naqueles cinco quilómetros de bancas, aos autógrafos dos escritores que vão estar no café literário começa hoje. Até 10 de Junho, o Pavilhão Rosa Mota acolhe a 74.ª Feira do Livro do Porto, que uma vez mais é montada, conforme sublinha o mote deste ano, "para os fãs da leitura". A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) acredita que vão passar por ali cerca de 300 mil interessados em espreitar para cima de 70 mil obras. Para saber datas e horas, nada como consultar o site

19 maio 2004