Nada como água para a crise
Em tempos de descalabro da cultura brasileira, momento talvez ainda pior do que nos primeiros meses do malfadado Collor de Melo, quando foram extintos muitos órgãos promotores da cultura, vivemos, nesse exato momento, mais um desenfreado ataque neoliberal à promoção da cultura no país. Por óbvio que os produtores de cultura original e positiva, ou seja, aqueles que não são acolhidos pelo mainstream nem vêm com selo de garantia do exterior, são os primeiros a serem atingidos. A melhor resposta, além de uma necessária mobilização, está na postura independente do autor e dos agentes da cultura. Uma visão empresarial mais profunda, com planos de longo prazo, onde a aliança com parceiros para promover e de fato pagar pelos seus trabalhos, parece um dos mais seguros caminhos. Em outras e importantes palavras, se estão asfixiando a Lei Rouanet, se estão acabando com os incentivos da Petrobras, se estão fazendo de tudo para acabar com o melhor da cultura nacional, nos cabe contrapor com inteligência e não ficar esperando as coisas mudarem, porque elas não irão. Clique no Leia Mais e confira a íntegra desta coluna de Paulo Tedesco.
19 março 2019