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Civilização Brasileira

É só um jogo
Ficção

É só um jogo

Eduardo Moreira Civilização Brasileira

É só um jogo é uma obra ousada. Dramatiza pela primeira vez um protagonista-máquina que assume desejos, interesses e visão de mundo construída a partir de uma inteligência artificial. Ao dialogar com um dispositivo que se mostra híbrido, um corpo inorgânico que simula uma mente orgânica, Eduardo Moreira dá um passo além da compreensão das novas relações humanas que surgem com o advento de prompts e algoritmos cada vez mais surpreendentes. Longe de se inspirar em produções que investem na distopia ultratecnológica para ilustrar a interação entre humanos e computadores, o autor desafia as formas convencionais da ficção científica através de uma dramaturgia simples e de fácil apreensão. Assim, É só um jogo encena uma disputa entre realidade e virtualidade que está acontecendo agora, mediada pelas multitelas, na palma da mão e na intimidade da vida doméstica. O futuro chegou. E isso pode ser mais perigoso do que parece.

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O ouriço e a raposa
Não Ficção Especialista

O ouriço e a raposa

Isaiah Berlin Civilização Brasileira

Isaiah Berlin estreia na Civilização Brasileira com livro eleito pelo jornal The Guardian um dos melhores ensaios de todos os tempos. “A raposa sabe muitas coisas, mas o ouriço sabe só uma grande coisa.” Esse fragmento do poeta Arquíloco descreve a tese central deste ensaio esplendoroso de Isaiah Berlin sobre Tolstói. Berlin revisita o verso para delinear uma distinção fundamental que existe na humanidade: aqueles que são fascinados pela infinita variedade de coisas (raposas) e aqueles que relacionam tudo com um sistema central e totalizante (ouriços). Quando aplicada a Tolstói, a imagem ilumina um paradoxo da sua filosofia da história e mostra por que o escritor russo era tão mal compreendido pelos seus contemporâneos e críticos. Isaiah Berlin conduz uma sequência de argumentos que bagunçam qualquer certeza sobre como pensamos e agimos, pinçando preciosidades que fazem de Guerra e paz – obra-prima que encena uma visão russa das guerras napoleônicas e seu impacto brutal na sociedade – uma reinterpretação histórica tão bem-feita a ponto de confundir, com igual nitidez, ficção e realidade, vencedores e vencidos. Esta edição conta com tradução primorosa de Denise Bottmann.

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O pobre de direita
Não Ficção Especialista

O pobre de direita

Jessé Souza Civilização Brasileira

Jessé Souza não é um sociólogo que se esconde atrás de palavras difíceis. Seu trabalho, que ganha cada vez mais destaque na opinião pública, não apenas dá as linhas de uma teoria social inovadora como também investe em explicações para questões urgentes que são espelho da situação sociopolítica do Brasil. É isso o que vemos neste O pobre de direita, um livro que põe no alvo um dos debates atuais mais acalorados. Afinal, o aumento do apoio popular à extrema direita é um fenômeno recente que, a partir de 2018, mudou completamente o panorama das corridas eleitorais no Brasil. No entanto, como explicar essa adesão repentina? Por que boa parcela das classes empobrecidas aderiu às pautas da extrema direita justamente no momento histórico em que houve uma melhora significativa das condições de vida? O que justifica o apoio dos mais pobres a políticos que retiram direitos e benefícios?

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