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Todavia Livros

A vegetariana
Ficção

A vegetariana

Han Kang Todavia

A vegetariana, romance perturbador e único, tem sido apontado como um dos livros mais importantes da ficção contemporânea – e uma introdução à fecunda literatura produzida na Coreia do Sul. “…Eu tive um sonho”, diz Yeonghye, e desse sonho de sangue e escuros bosques nasce uma recusa vista como radical: deixar de comer, cozinhar e servir carne. É o primeiro estágio de um desapego em três atos, um caminho muito particular de transcendência destrutiva que parece infectar todos aqueles que estão próximos da protagonista. A vegetariana conta a história dessa mulher comum que, pela simples decisão de não comer mais carne, transforma uma vida aparentemente sem maiores atrativos em um pesadelo perturbador e transgressivo. Narrado a três vozes, o romance apresenta o distanciamento progressivo da condição humana de uma mulher que decidiu deixar de ser aquilo que marido e família a pressionaram a ser a vida inteira. Este romance de Han Kang tem sido apontado como um dos livros mais importantes da ficção contemporânea. Uma história sobre rebelião, tabu, violência e erotismo escrita com a clareza atordoante das melhores e mais aterradoras fábulas. Esta tradução, diretamente do coreano, restitui o estranhamento da obra original.

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Coisa de rico
Não Ficção Especialista

Coisa de rico

Michel Alcoforado Todavia

Há um traço comum a boa parte dos endinheirados brasileiros: eles não se consideram ricos. Não existe um critério absoluto para a riqueza no Brasil. Sempre haverá alguém com mais dinheiro, mais pompa, mais patrimônio, mais próximo do topo da pirâmide. Logo, os ricos são sempre os outros. Com base nessa constatação, o antropólogo Michel Alcoforado faz um mergulho no mundo das elites brasileiras e destrincha tipos facilmente reconhecíveis: o casal emergente da Barra da Tijuca que vai a Miami comprar roupas de grife, a herdeira de uma família tradicional que leva uma vida longe dos holofotes na Suíça, o embaixador carioca inconformado que o Itamaraty não é o mesmo desde o aumento de vagas para a carreira diplomática. Capaz de traduzir um vasto repertório antropológico numa descrição analítica e cheia de humor, o autor traz para este livro a experiência acumulada de anos atuando como “antropólogo do luxo”. Durante a pesquisa, ficou claro que, a partir de um certo patamar, aos ricos não interessa mais o tamanho da conta bancária, mas os códigos que precisam dominar para fazer parte das altas rodas. Exibir grifes espalhafatosas faz sentido para os emergentes empenhados em ostentar a nova posição, mas é sinal de arrivismo aos olhos de um rico tradicional, que tende a optar por roupas discretas e só reconhecíveis por quem domina o mesmo repertório. O jogo de distinção está em toda a parte: na escolha dos bairros para morar, na arquitetura e na decoração das casas, nos destinos de viagem, nos estudos e na linguagem. Coisa de rico examina as regras desse jogo. Com verve de comunicador tarimbado, Michel Alcoforado faz um diagnóstico mordaz e preciso das contradições da elite brasileira.

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Coração sem medo
Ficção

Coração sem medo

Itamar Vieira Junior Todavia

Salvador, Bahia. Rita Preta, uma operadora de caixa de supermercado e mãe de três filhos, vê sua vida ser transformada quando um deles – um adolescente - some sem deixar rastro na comunidade onde reside na capital baiana. Na sua jornada em busca de respostas, ela enfrenta as possibilidades de perder seu emprego, seu relacionamento amoroso com um caminhoneiro, e até mesmo a própria vida, ameaçada pela atmosfera de violência e arbítrio que envolve o desaparecimento. Ao ter seu presente interrompido pelo evento inesperado, Rita se vê imersa nas memórias de seu passado: a saída precoce da casa da família no campo para trabalhar como empregada doméstica na cidade; a difícil relação com a avó Carmelita, a filha desaparecida de Donana; além da culpa que carrega por um trágico acidente envolvendo seus irmãos. Afligida outra vez por um permanente sentimento de desterro ao revisitar cada lembrança, ela descobre ecos de sua existência nas histórias dos seus antepassados enquanto se dirige à terra onde passou seus primeiros anos. Se por um lado, tenta reunir os fragmentos de sua história para se manter íntegra no presente, por outro, procura involuntariamente a chave para um recomeço. Na terceira e última parte da "Trilogia da terra" iniciada com Torto arado e seguida por Salvar o fogo, acompanhamos Rita Preta, descendente da linhagem de Donana Chapéu Grande, parte da geração obrigada a deixar suas terras pelos acirramentos dos conflitos fundiários para viver nos limites da cidade. Pessoas que têm seu direito à terra negado e continuam ameaçadas pelas instituições que violam seu território mais íntimo, o corpo, vivendo a herança atemporal da violência que assola o país há séculos. Mas Coração sem medo é também uma narrativa sobre o poder da imaginação contra o esquecimento: o novo romance de Itamar Vieira Junior é o testemunho literário sobre a força das histórias que precisam ser contadas, revelando o vigor inquebrantável do espírito humano.

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Lutas e metamorfoses de uma mulher
Ficção

Lutas e metamorfoses de uma mulher

Édouard Louis Todavia

Édouard Louis tornou-se um fenômeno literário com a publicação de O fim de Eddy, História da violência, entre outros livros. Em sua obra, inscrita em uma tradição que remonta a Annie Ernaux e Didier Eribon, a homossexualidade e as injustiças de classe são retratadas por meio de uma escrita afiada, marcada por altas doses de crítica social e política. Lutas e metamorfoses de uma mulher é uma continuação de seu ambicioso projeto autobiográfico, no qual o autor conta a história de libertação da mãe, "que lutava pelo direito de ser mulher contra a não existência que lhe impunham". Através de uma foto, traçando a arqueologia de sua mãe, ele descobre uma mulher que sobreviveu àquilo que deveria tê-la destroçado.

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Monique se liberta
Ficção

Monique se liberta

Édouard Louis Todavia

"Um quarto, um espaço, paredes, chave, dinheiro: cem anos depois, é também do que minha mãe precisava; não para se tornar escritora, mas para se tornar uma mulher mais livre e mais feliz. Woolf já havia entendido, cem anos antes, que a liberdade não é, em princípio, uma questão estética e simbólica, mas uma questão material e prática”. Essa reflexão, que dá corpo à narrativa, parte de um telefonema de Monique, mãe do autor, que, depois de abandonar sua cidade operária do norte da França e seu casamento, vive em Paris com um novo companheiro. Aos 55 anos e mãe de cinco filhos, sem diploma de nível superior ou carteira de motorista, sem saber usar sequer um computador, Monique se envolveu novamente com um homem que acabou por sustentá-la e, logo, foi submetida a todo tipo de degradação. Até que, uma noite, ela liga desesperada para o filho.Escritor reconhecido àquela altura, e fora do país a trabalho, Louis traça à distância um plano de fuga para a mãe, que envolve, mais do que apoio emocional e acolhimento temporário, um aporte financeiro.Mesclando literatura e manifesto político, este texto pode ser lido como uma continuação do aclamado Lutas e metamorfoses de uma mulher. A história de mais uma transformação de Monique é narrada por Édouard Louis, que, graças ao seu trabalho com a autoficção literária — o qual aborda justamente a origem humilde e operária da família e as humilhações decorrentes disso —, se vê capaz de ajudar financeiramente a mãe a conquistar uma nova vida: pela primeira vez vivendo sozinha, sem filhos ou marido para cuidar, Monique está livre, enfim.

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Mudar
Ficção

Mudar

Édouard Louis Todavia

Ao retomar a ideia de transformação, que neste livro é desenvolvida até seu ponto máximo, Édouard Louis dá continuidade ao projeto que o alçou como um dos grandes nomes da literatura contemporânea. Dotado de uma voz sensível e cortante, em Mudar: Método o autor narra o processo de amadurecimento de Eddy Bellegueule, nascido na classe operária de uma pequena cidade no norte da França, até se transformar, ativamente, didaticamente, em Édouard Louis, escritor de sucesso internacional. A mudança empreendida por Louis é aqui desfiada com a mesma crueza a que os leitores de Quem matou meu pai e Lutas e metamorfoses de uma mulher já estão habituados. Para escapar da pobreza, da homofobia e dos muitos espectros de violência que rodeiam seu meio de origem, o narrador se agarra aos estudos como forma de se libertar de um futuro nas fábricas, destino de seu pai e de gerações de homens de sua família. Durante o percurso, somos apresentados aos acontecimentos de sua infância e juventude, acompanhando de que maneira a distância entre Eddy/Édouard e sua família e amigos se faz cada vez mais presente. É por meio desse exame da própria trajetória que Louis pode enfim repassar as relações familiares e sociais, pautadas pelo dinheiro e pelo poder, até a descoberta da homossexualidade e as discriminações que marcariam sua vida para sempre.

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O perigo de estar lúcida
Ficção

O perigo de estar lúcida

Rosa Montero Todavia

Com base na sua experiência pessoal e na leitura de inúmeros livros sobre psicologia, neurociência, literatura e memórias de grandes escritores, pensadores e artistas, Rosa Montero oferece aqui um estudo fascinante sobre as ligações entre criatividade e instabilidade mental. Compartilhando curiosidades surpreendentes sobre como nosso cérebro funciona na hora de criar, decompondo todos os aspectos que influenciam a criação e reunindo-os diante dos olhos do leitor enquanto escreve — como uma investigadora pronta para combinar peças avulsas para solucionar um caso misterioso, Rosa Montero mescla ensaio e ficção nessa exploração das conexões entre o criar e a loucura. E assim o leitor descobrirá a teoria da "tempestade perfeita" — aquela que prega que na explosão criativa são postos em cena fatores químicos e situacionais irrepetíveis — e presenciará o processo de surgimento de ideias de Rosa Montero, desfrutando das vivências da autora, que habitou diretamente, e durante anos, um território nas vizinhanças da loucura.

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Quem matou meu pai
Ficção

Quem matou meu pai

Édouard Louis Todavia

Édouard Louis tornou-se um fenômeno literário com a publicação de O fim de Eddy, História da violência, entre outros livros. Em sua obra, inscrita em uma tradição que remonta a Annie Ernaux e Didier Eribon, a homossexualidade e as injustiças de classe são retratadas por meio de uma escrita afiada, marcada por altas doses de crítica social e política. Quem matou meu pai é uma narrativa breve e dilacerante, que reflete sobre a relação com o pai, fraturada pela indiferença, pela vergonha e pelo conflito. "Não tenho medo de me repetir, porque o que escrevo, o que eu digo, não atende às exigências da literatura, mas às da necessidade e da urgência, às do fogo", é o que diz Louis. Esse é o tom de manifesto inadiável que percorre a obra e se faz sentir na figura do pai doente e moribundo, que o narrador visita para prestar ajuda mas, acima de tudo, em busca de reconciliação.

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