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Sesi do Rio desiste de substituir livro

20 de março de 2018
2 min de leitura

Entidade considerou um equívoco o comunicado que falava sobre a substituição de um livro que coloca em evidência mitos da cultura africana depois do questionamento de alguns pais

No último dia 15, a unidade de Volta Redonda (RJ) do Sesi distribuiu aos pais e responsáveis pelos seus alunos um comunicado em que dizia que faria a “troca” de um dos livros indicados para a leitura. Isso depois do questionamento de alguns pais a respeito do conteúdo do paradidático. A obra em questão é Omo-oba – Histórias de princesas (Mazza), de Kiusan de Oliveira. O livro reúne recontos de seis mitos africanos divulgados nas comunidades de tradição ketu que reforçam os diferentes modos de ser em relação ao feminino. 

O comunicado foi postado nas redes sociais e logo se viralizou. 

Diante da repercussão negativa, o Sesi Rio decidiu invalidar o comunicado e, em nota enviada à redação do PublishNews, disse que “A Escola Sesi de Volta Redonda cometeu um erro ao anunciar livro opcional à obra”.  A instituição reconhece o equívoco no tratamento do assunto e informa que não mais será adotado um livro adicional, como previa o comunicado distribuído aos pais.

Na mesma nota enviada à imprensa, o Sesi Rio diz cumprir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas brasileiras. “O Sesi Rio está empenhado e comprometido com a questão da diversidade cultural, tanto que adotou em todas as suas unidades, a referida obra como livro paradidático na disciplina de História. Diante do questionamento de alguns pais se precipitou, de forma equivocada, ao permitir a troca da obra para aqueles interessados, procedimento que foi revisto”, completou. 

O Sesi se compromete ainda a realizar uma reciclagem com toda a sua equipe pedagógica para evitar que equívocos como este se repitam.

Também em nota, a Liga Brasileira de Editoras (Libre), da qual a editora Mazza faz parte, disse o primeiro comunicado não era “era condizente com o espírito democrático e igualitário que deve nortear a educação, do nível básico ao universitário” e que está e estará sempre atenta na defesa da bibliodiversidade, da liberdade e da igualdade de expressão. “Seguiremos acompanhando este caso de perto, seus desdobramentos e outros casos semelhantes que porventura venham a surgir”, completou.

Veja abaixo a íntegra do comunicado enviado aos pais.

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