Record
A paciente silenciosa
Após cometer o assassinado de seu marido, uma mulher se recusa a falar qualquer coisa, deixando suspeitas e mistérios não resolvidos sobre o caso. E o terapeuta Theo Faber está obcecado em descobrir o motivo da violencia e do silencio. Só ela sabe o que…
A vida é cruel, Ana Maria
Com profunda sensibilidade e lirismo, A vida é cruel, Ana Maria apresenta ao leitor um depoimento franco sobre a desconstrução da mãe enquanto modelo idealizado e sobre o luto não só pela perda humana, material, mas também desta própria idealização. Ao reconstituir por meio de um diálogo imaginário a trajetória de humildade e privações de sua mãe e refletir sobre como isso moldou não só a visão de mundo dela, mas também a sua própria, Fábio de Melo escancara com crueza dos sentimentos, mais como filho do que como sacerdote, suas impressões sobre a fé e o amor, o ressentimento e as dores, as alegrias e crueldades de uma vida. É uma reflexão poderosa e comovente sobre a passagem do tempo e a finitude, uma obra capaz de sensibilizar e tocar a todos.
Doze contos peregrinos
Uma das mais importantes coletâneas da literatura mundial, Doze contos peregrinos são histórias de latino-americanos na Europa, peregrinos que não deixam de sonhar com a terra natal. O mestre do realismo fantástico Gabriel García Marquez usa como pano de fundo Barcelona, Genebra, Roma e Paris para retratar a solidão através de histórias brilhantes de amor, poder e morte. Do homem que luta pela canonização de sua filha durante cinco papados à prostituta que decide acertar todos os detalhes de seu funeral, todos os contos são dotados da sensibilidade e do humor que são as marcas do grande mestre.
Em agosto nos vemos
Todo mês de agosto, Ana Magdalena Bach pega uma barca para uma ilha caribenha a fim de colocar um ramo de gladíolos no túmulo de sua mãe. Todos os anos, ela se hospeda em um hotel e, antes de dormir, desce para comer algo no bar. Para não ter erro, ela pede sempre o mesmo sanduíche de presunto e queijo e depois sobe para seus aposentos. Até que, certa vez, um homem a convida para uma bebida. E, depois do primeiro gole de seu gim com gelo e soda, sentindo-se atrevida, alegre, capaz de tudo — inclusive de se despir de suas amarras conjugais, esquecendo momentaneamente marido e filhos —, ela cede aos avanços do desconhecido e o leva para seu quarto. Essa noite específica faz com que Ana Magdalena — e sua vida — mude para sempre. E, depois dessa experiência, ela passa a ansiar por cada mês de agosto, quando não apenas visita o túmulo de sua mãe como também tem a chance de escolher um amante diferente todos os anos.
Guia da Copa – Falha de cobertura
Para os fãs inveterados de futebol, torcedores apaixonados apenas durante a Copa e para quem só acompanha as partidas para ter uma desculpa de sair mais cedo do trabalho em dias de jogo do Brasil, este é um guia da Copa diferente de tudo o que já se viu. Bem‑humorado, irreverente e cheio de comentários tão absurdos quanto sinceros do Craque Daniel e do Professor Cerginho, que conduzem o programa o Falha de Cobertura, este Guia da Copa é exatamente o que o torcedor brasileiro não sabia que precisava – mas precisa, e muito – para sobreviver a este torneio enquanto a seleção brasileira testa emocionalmente toda uma nação. Reunindo informações (e algumas curiosidades que podem ser reais ou inventadas) sobre os países participantes, as equipes técnicas e os jogadores convocados ou não, este guia não poupa ninguém. Aqui, o leitor encontrará análises duvidosas feitas com confiança absoluta, previsões ousadas e opiniões que desafiam a probabilidade e a Fifa. Quem ama futebol vai rir muito. Quem não entende nada de futebol, também. E quem entende demais e leva o esporte a sério vai encontrar a chance de finalmente relaxar, sabendo que torcer é sofrer, mas que pelo menos o sofrimento pode ser mais leve ao rir para não chorar.
Jantar sinistro
Você já se imaginou dentro de um thriller da Freida McFadden? Já se perguntou o que faria no lugar dos personagens dela? Em Jantar sinistro nada é o que parece, nenhum personagem é confiável. Um thriller satírico e eletrizante com mais de vinte finais possíveis.…
Não se esqueça!
Em Não se esqueça!, Mario Sergio Cortella, renomado educador e filósofo, compartilha importantes lições de gestão que abordam temas como diversidade e inclusão, liderança empática, autodesenvolvimento, mediação de conflitos, comunicação, foco, ética e persistência. De maneira clara e direta, o autor dá valiosos conselhos sobre como inspirar confiança, construir equipes coesas e motivadas, incentivar a autonomia e a criatividade. Nesta obra, Cortella busca mostrar como os gestores podem encontrar o equilíbrio entre resultados e bem-estar das pessoas, com reflexões que podem contribuir para a tomada de decisões estratégicas e dicas para quem está no dia a dia do negócio. Não se esqueça! é um guia para quem deseja liderar com foco e flexibilidade, ensinando estratégias eficazes para pôr em prática a inteligência organizacional. Mais do que um manual de gestão, é um convite para liderar com humanidade e competência, transformando desafios em oportunidades e equipes em verdadeiras potências.
Nunca minta
Tricia e Ethan estão em busca da casa dos seus sonhos. Recém-casados, eles vão visitar um casarão antigo no meio de uma floresta no estado de Nova York. No entanto, durante a viagem até a mansão que pertenceu à Dra. Adrienne Hale – uma renomada psiquiatra que desapareceu sem deixar vestígio três anos antes –, uma nevasca terrível começa a cair. Quando chegam ao destino, Tricia percebe de cara que há algo de errado; afinal, por que haveria uma luz acesa no segundo andar de uma casa vazia há tanto tempo? A tempestade se intensifica, o BMW deles fica coberto pela neve, a corretora de imóveis não aparece, os celulares estão sem sinal, e de repente Tricia e Ethan se veem isolados da civilização. Ali, presos na casa, temores e segredos que nenhum dos dois teve coragem de compartilhar com o outro ameaçam vir à tona. Eles só não imaginavam que a casa também guardaria os próprios mistérios. Em busca de um livro para se entreter, Tricia recorre às estantes abarrotadas e descobre por acaso um cômodo secreto, também repleto de estantes, mas, em vez de livros, o que encontra são fitas cassete: elas contêm gravações de cada consulta da Dra. Adrienne Hale. Tricia começa a ouvi-las uma a uma e acaba montando um quebra-cabeça aterrorizante, o que a distrai momentaneamente da sensação desconfortável de que não estão sozinhos. Qual foi o destino da antiga proprietária da casa? Ela ainda está viva? Está escondida em algum lugar? Foi morta pelo namorado da época, como os jornais levaram a acreditar, ou assassinada por um de seus pacientes? E será que, ao pisar nessa casa, Tricia e Ethan correm o risco de protagonizar um novo capítulo dessa história nefasta? Entrelaçando passado e presente em uma história repleta de mistérios, Nunca minta é um novo thriller envolvente de Freida McFadden capaz de surpreender os leitores a cada nova revelação.
O acidente
Tegan tem 23 anos, está grávida de oito meses e precisa, desesperadamente, deixar para trás uma vida marcada por dor e sofrimento. Então, na primeira oportunidade, não hesita em pegar a estrada para passar um tempo com o irmão até decidir o próximo passo, mas ela não tem noção de que está dirigindo em direção a uma tempestade de neve. Ela não chega ao seu destino, pois bate com o carro em uma árvore. Isolada em uma área rural do Maine, com um tornozelo possivelmente quebrado e sem sinal de celular, Tegan teme que esse tenha sido o maior erro de sua vida. No entanto, um milagre acontece: ela é resgatada por um casal que lhe oferece um quarto em sua casa até a nevasca passar. Porém, há algo estranho... Tegan acreditava estar a salvo, mas, com o passar dos dias, ela percebe que está em perigo. O refúgio, que antes parecia acolhedor, agora mais parece um pesadelo do qual não consegue escapar, e ficar ali pode ser o seu fim.
O cavaleiro preso na armadura
O cavaleiro mais corajoso do reino. Um homem sempre pronto para qualquer batalha, disposto a defender sua honra e prestar ajuda a quem precise. Sua armadura lustrosa e imponente era a única imagem que todos enxergam no cavaleiro, até mesmo sua mulher e seu filho. E sua obsessão por essa imagem acaba o distanciando das pessoas que ama e da própria identidade. Quando percebe que não consegue mais se desvencilhar da armadura, o cavaleiro parte em busca de seu eu esquecido no tempo, perdido nas cruzadas e na frieza dos sentimentos. Percorrendo o Caminho da Verdade, com a ajuda de seus companheiros Esquilo e Rebecca, ele segue rumo ao autoconhecimento, buscando sua verdadeira face há muito tempo escondida e reencontrando um sentimento que havia guardado na armadura por toda a vida. Uma fábula que continua extremamente atual, O cavaleiro preso na armadura narra a dificuldade que muitas vezes temos de nos mostrar exatamente como somos, de baixar nossa guarda e revelar nosso rosto. Esse é um livro que fala diretamente a todos que se sentem presos aos compromissos e às responsabilidades do mundo moderno, que se distanciaram daqueles que amam e que deixaram de lado seus desejos. É um incentivo a embarcar nos próprios Caminhos da Verdade para entender o porquê desse distanciamento, para assim encontrar uma solução.
O despertar do universo consciente
Desde que Copérnico tirou a Terra do centro do universo, a humanidade passou a se ver cada vez mais à deriva, um pontinho insignificante em uma imensidão fria. Hoje consideramos que quanto mais aprendemos sobre o universo, menos relevantes somos, quando deveria ser justamente o contrário. Em O despertar do universo consciente, Marcelo Gleiser, físico e astrônomo renomado internacionalmente, vencedor do Prêmio Templeton 2019, argumenta que, se queremos salvar o nosso projeto de civilização, precisamos reinventar nossa relação com a vida e com o planeta. Examinando a história da vida na Terra e a possibilidade de vida em outros planetas com clareza e autoridade, o autor argumenta que estamos usando o paradigma errado em relação ao lugar que ocupamos. Devemos abraçar uma perspectiva biocêntrica – que tem a vida como centro, que reconhece a raridade do nosso planeta num universo hostil à vida. Este novo paradigma repensa os ideais iluministas e propõe um novo compasso moral para a humanidade, unida na mesma missão: a preservação da Terra, o planeta onde, através da voz humana, o universo conta a sua própria história.
O jardim das oliveiras
Após doze anos sem publicar um livro inédito desde o comovente Miserere (2013), Adélia Prado retorna ainda mais profunda e madura em O jardim das oliveiras, um livro que é ao mesmo tempo síntese e reinvenção de sua obra, um mergulho poético na aridez e na transcendência, no mistério e na lucidez. Os poemas aqui reunidos retomam temáticas vivas na obra da autora, como o conflito essencial entre luz e sombra, fé e dúvida, poesia e silêncio. Em versos de grande força simbólica, o sagrado e o cotidiano se entrelaçam com rigor e desatino. A poeta elabora uma reflexão radical sobre a origem da linguagem poética e seu papel diante do mundo – “era Deus quem doía em mim”, escreve, em um dos momentos mais cortantes da obra. A poesia aqui se mostra em estado de vigília: há ecos metalinguísticos, diálogos com a própria história literária da autora, desde o nascimento de Bagagem até a comunhão mais serena com o mistério. É um livro que ouve vozes – as do povo, de Minas, do divino, da vida íntima – e as entrelaça com extrema precisão sonora, clareza lírica e uma compaixão crescente pela condição humana. Agora, a tempo de comemorar os prêmios Camões e Machado de Assis (ABL), conquistados em 2024, e os 90 anos da autora, completados em dezembro de 2025, O jardim das oliveiras chega aos leitores com capa do premiado designer Leonardo Iaccarino, criada a partir da tela Cactus (1983), da artista plástica mineira Fani Bracher.
