A jornada depois do fim
'A herança do agente funerário' retrata a vida de Moisés, protagonista que cria conexões com túmulos esquecidos e com pessoas vivas sem mármore algum para visitar
A obra A herança do agente funerário (Caravana, 68 pp, R$ 60) retrata a vida de Moisés, um agente funerário que cuida dos seus mortos como se fossem seus próprios filhos. Diferente dos seus colegas, o protagonista cria conexões com túmulos esquecidos e com pessoas vivas sem mármore algum para visitar. Ao se aproximar da aposentadoria, percorre caminhos conhecidos e inusitados em busca de um sucessor, mas a vida e a morte não deixam de lhe acontecer. Com leveza e toques de humor, este romance brinca com a única certeza universal e convida o leitor a apreciar a eterna companhia dos que já partiram. O trajeto é acidentado, mas não se preocupe: Moisés o acompanhará até o final do caminho. Carolina Zweig, nascida na Argentina e radicada no Brasil, morou em dois endereços em São Paulo, ambos perto de cemitérios. Com formação em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, abraça as letras sem abandonar os números.
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